Meu amor, e se eu a tu disseste que sim, sei que tu conheces todas a minhas mentiras? Que sei também que te apraz vasculhar minhas privacidades a procura de pecados? E que os pecados encontras?
Minto que não sei
Mentes que não sabes
Minto que em nada sofro
E tu mentes que não há nada
para nós não há nunca nada
Matamo-nos mentindo, fingindo que não há mentiras
Se é assim, mentiras não há
Mas meu amor, há uma grande, sufocante e sufocada verdade
Talvez, meu amor, eu quisesse dizer que te amo, mas não posso. choro todas as minhas mentiras, minhas culpas, meus mais puros pecados, e de rosto lavado em lagrimas quase não posso te olhar a face.
E tu, meu amor? podes olhar para mim, olhar para si mesma e esquecer que estás mentindo?
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Eca!
Dona barata, ao mesmo tempo que tua presença me enoja, te invejo.
Com cabeça ou sem cabeça tua sina é viver.
Com cabeça, a minha é perguntar "por quê?".
Com cabeça ou sem cabeça tua sina é viver.
Com cabeça, a minha é perguntar "por quê?".
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ser-me
O que no corpo dramatiza ser eu
E que insiste em te dar ois
É uma cicatriz constrangedora
Talhada pelo desejo de ser-me
teimando em recordar-me
que há muito esqueci
o que viria ser aquilo que sou
Eu sei
Assim vou sendo
Ser-me é não encontrar em mim o eu que em mim vejo preso
Esconder-me, calar-me, maldizer-me, inconformar-me...
Pura manifestação do verbo.
Estou certo e não concordo
Me anulo
Me esqueço
Por um instante sou
Como sou sempre
E que insiste em te dar ois
É uma cicatriz constrangedora
Talhada pelo desejo de ser-me
teimando em recordar-me
que há muito esqueci
o que viria ser aquilo que sou
Eu sei
Assim vou sendo
Ser-me é não encontrar em mim o eu que em mim vejo preso
Esconder-me, calar-me, maldizer-me, inconformar-me...
Pura manifestação do verbo.
Estou certo e não concordo
Me anulo
Me esqueço
Por um instante sou
Como sou sempre
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